segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Perseguição aos Cristãos na China


A Igreja Nestorianos, cristãos da Igreja do Oriente, vieram da Pérsia para a China, pela Rota da Seda. Eles foram os primeiros a apresentar o cristianismo à Dinastia Tang, em 635. A década de 1950 viu o advento do Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), a fim de controlar a Igreja. Os missionários estrangeiros continuaram a sofrer perseguição até saírem completamente da China em 1952. Muitos líderes cristãos chineses foram enviados a prisão ou campos de trabalho, destinados a executar tarefas humilhantes e degradantes. A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto. A vida da Igreja é marcada por um paradoxo: embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento. Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país. A perseguição Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente. Os cristãos não são os únicos a ser perseguidos. Em alguns casos, muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo tratamento rigoroso dado aos cristãos e é comum que muitas seitas ou grupos religiosos de menor expressão sejam extintos. O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e o poder. Esta é a principal motivação que está por trás do controle populacional, da reforma econômica e da política religiosa chinesa, que consiste em domínio e opressão. O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também conhecido como Igreja dos Três Poderes, é a Igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista. As igrejas não-registradas recebem ataques esporádicos do governo. A perseguição depende principalmente do grau de perigo que o governo enxerga em cada grupo religioso. A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques. As leis religiosas que entraram em vigor em 1º de março de 2005 aumentaram a pressão sobre grupos não-registrados, exigindo que se legalizassem ou se preparassem para sofrer as consequências. Além disso, em vez de facilitar o registro, novas emendas dificultaram o processo. As Olimpíadas 2008 afetaram, de certo modo, o modo de o governo lidar com a Igreja. As medidas de segurança introduzidas nessa época foram tão bem-sucedidas que o governo pode decidir-se por continuar a utilizá-las por tempo indeterminado. Nesse período, a repressão a reuniões de igreja não-oficiais e aos seus líderes aumentou em muitas províncias, bem como o número de relatos de estrangeiros sendo detidos ou deportados. O ano de 2008 foi marcado por detenções em massa de membros de igreja e processos contra pastores. Shi Weihan, comerciante cristão preso em maio, ainda aguarda seu julgamento. Enquanto isso, Weihan está preso. Dois cristãos da etnia uigur foram presos e estão sendo julgados sob falsa acusação de trair o país. O pastor Zhang Mingxuan foi preso diversas vezes por forças do Comitê de Segurança Pública em ocasiões antes e depois dos Jogos Olímpicos, a fim de impedi-lo de ter contato com a imprensa estrangeira. Sua família também foi oprimida: seu filho foi brutalmente agredido e, enquanto o pastor estava ausente de casa, sua esposa foi despejada. Na província de Zhejiang, mais de 400 universitários cristãos foram detidos e interrogados em uma única operação policial. Nas províncias de Shandong e Henan, cem cristãos foram presos, sem acusações. Outro caso ainda em andamento é o do pastor Zhang Rongliang, da Igreja não-oficial. O veredicto foi dado no dia 29 de junho de 2005. Rongliang é um líder chave do "China para Cristo". Ele foi detido pela polícia de Henan, sem acusações, no dia 1º de dezembro de 2004. Apenas um mês depois ele foi acusado de "obter passaporte através de fraude" e de "travessia ilegal de fronteira". As autoridades chinesas sempre negam passaportes a líderes famosos de igrejas não-registradas. Rongliang já foi detido cinco vezes e passou um total de 12 anos na prisão por suas atividades religiosas. Ele também foi o co-autor de uma "Confissão de Fé" da Igreja não-oficial, escrita em 1999, para pedir clemência a uma ampla opressão do governo a movimentos de "seitas". Depois de sua prisão, as autoridades confiscaram DVDs cristãos e outros materiais em sua casa que estariam ligados a cristãos estrangeiros. Ter contato com religiosos estrangeiros pode ser uma atividade ilegal na China. O Pastor Rongliang sofre de cinco doenças crônicas, incluindo pressão alta e diabetes, confirmadas em um diagnóstico oficial em 2005. Após ter sido transferido diversas vezes de várias prisões, por causa de suas enfermidades, ele está na prisão em Kaifeng. Em 2006, ele sofreu um derrame e o supervisor da prisão, que gostava muito dele, o enviou imediatamente para o hospital para que fosse submetido a tratamento. Ele melhorou, mas ainda sente dormência nos dedos de uma das mãos e em um pé. Sua esposa pode visitá-lo duas vezes por mês. Ele tem pregado o evangelho na prisão e batizado novos convertidos, além de ministrar a Santa Ceia dentro da prisão. Criminosos perigosos estão entre seus companheiros. Um deles, que fora um assassino, foi completamente transformado depois de receber as boas-novas. O homem escreveu à mãe para dizer: "Mãe, quando eu morrer no pelotão de fuzilamento, irei à sua frente e a esperarei no céu. Você precisa aceitar a Jesus como seu Salvador, da mesma maneira que eu aceitei; então poderemos nos encontrar de novo". Motivos de oração 1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias. 2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem. 3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos. 4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho. 5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles. 6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.
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